Plantar - Das schlechteste CO2 Projekt der Welt!

11.12.2003

Hier die Übersetzung einer Nachricht über die Firma Plantar, die versucht über die FSC-Zertifizierung an Gelder über den Emissionshandel zu bekommen (Originaltext steht unten):

Plantar - Das schlechteste CO2 Projekt der Welt!
Während die Firma Plantar von NGOs in Mailand den Preis für das "schlechteste Projekt im CDM (Clean Development Mechanismus)" verliehen bekommt, zwingen Führungskräfte der Firma die Gewerkschaft der Landarbeiter in Curvelo STR (Sindicato de Trabalhadores Rurais de Curvelo) einen Unterstützerbrief für Plantar zu unterschreiben. Nach Gracie dos Reis, Führungsmitglied des Netzwerks gegen die Grüne Wüste und bis jetzt (?) Angestellte der STR, überbrachten Marcos de Deus e Marcos Vinícios von PLANTAR einen von der Firma vorgefertigten Text im Namen der Gewerkschaft, der an die Weltbank und seinen Protoype Carbon Fund (PCF) geschickt werden soll. In dem Pseudo-Brief an die Weltbank gibt die STR zu, dass Geraldo Armado, der Anwalt der Gewerkschaft als Vertreter des Netzwerks gegen die grüne Wüste, FASE etc. und nicht für die lokale STR auf der COP 9 in Mailand present sei.

Im Text der Firma wird versucht, ein Clima der Revolte gegen Gerlado Armando zu vermitteln, der gegen die Schaffung von Arbeitsplätzen in Curvelo ist. Ferner versucht Plantar Montes Claros und Curvelo [Anmerkung: zwei besonders stark von Eukalyptusplantagen geprägte Gemeinden] zu entzweien, indem sie behauptet, Geraldo kritisiere die Monokultur während Eliseu (Montes Claros) sie verteidigen würde. Es gibt wohl kaum etwas befremdlicheres! Natürlich fehlen Lobergüsse für die Forstwirtschaft von Plantar nicht...Es kann wohl nur die Weltbank selbst an so etwas verdrehtes glauben.

Die Bürokraten setzten die Gewerkschaften wieder einmal mit der Androhung von Entlassungen unter Druck, falls sie die Kohlenstoffkredite nicht bekommen würde - ein zweifelsfreier Beweis für die Unrentabilität der Firma falls sie nicht staatliche Subventionen, Ökolabel und CO2-Kredite bekäme. Die Direktoren gelangten an die Unterschriften, indem sie einem nach dem anderen in einer Art "russisches Roulette" unter Druck setzten. Alle ausser Gracie dos Reis unterzeichneten, die neben ihrem Namen den Vermerk "unter Druck"setzte. Wahrscheinlich kostet das sie ihren Arbeitsplatz. Der Direktor Marcos de Deus droht ihr mit einem Prozess vor Gericht. Gracie bitte um Unterstützung. Sie bittet darum, die Nachricht in Minas Gerais, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro Mailand etc. zu verbreiten. Viele Grüsse Marcelo -------------------------------------------------- Subject: Diretores da PLANTAR ameaçam em Curvelo!
PLANTAR - O Pior projeto de CO2 do planeta!
Ao mesmo tempo em que recebem o prêmio de "pior projeto de MDL" do Banco Mundial, no ranking das ONGs em Milão, diretores e dirigentes da Plantar pressionam o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Curvelo a assinar carta de apoio à empresa. Segundo Gracie dos Reis, liderança da Rede Deserto Verde e até então (?) funcionária do STR/Curvelo/Minas Gerais, os diretores da PLANTAR - Marcos de Deus e Marcos Vinícios levaram um texto previamente elaborado pela empresa, mas em nome do Sindicato, a ser encaminhado ao Banco Mundial e seu Fundo de Carbono (PCF). Na pseudo-carta ao Banco Mundial, o STR de Curvelo assumiria que Geraldo Armando, advogado do sindicato, está presente em Milão, na COP9, representando a Rede Deserto Verde, a FASE etc , e não o STR local.

No texto da empresa, tenta-se criar um clima de revolta local contra Geraldo Armando, que aparece como contrário à geração de emprego em Curvelo. No mesmo discurso, a PLANTAR tenta dividir Montes Claros e Curvelo, na medida em que afirma ter Geraldo criticado a monocultura, enquanto Eliseu (Montes Claros) a defendia em Milão. Nada mais estranho! Claro que na mesma carta não faltam elogios ao manejo florestal da Plantar......Só mesmo o Banco Mundial para crer em algo tão mal forjado!

Na pressão sobre os diretores do STR, os burocratas da Plantar mais uma vez ameaçaram com demissões em Curvelo, caso não sejam possíveis os créditos de carbono - uma prova inequívoca da inviabilidade econômica da empresa, não fossem os incentivos estatais, os selos verdes e os créditos de CO2. Pressionando um a um cada diretor presente, como em cena de "roleta russa", a empresa conseguiu as assinaturas que queria, menos a de Gracie dos Reis, que assinou com um "sobre pressão" ao lado do nome. Talvez lhe custe o emprego. O diretor Marcos de Deus a ameaçou com processo judicial. Gracie pede apoio. Pede que façamos uma ampla divulgação do ocorrido. Em MG, no ES, BA, RJ e Milão etc. Abraços, Marcelo.